Nossas Histórias - Superação profissional

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Mais uma historia inspiradora recebida de uma querida leitora. Peço desculpas a ela e a vocês por não ter postado antes. Mas tem sido corrido ultimamente. Vamos a postagem

Oi Mariana, td bem? Quero te dizer q gostei mto do seu blog e finalmente depois de conseguir um tempinho para escrever, pude vir aqui contar a minha história.

Não vou falar exatamente de minha vida pessoal, o foco na realidade é minha vida profissional. 
Tudo começou qdo aos 16 anos o meu pai adoeceu. Ele tinha uma pequena loja de roupas num shopping popular de nossa cidade, minha mãe nessa época ajudava na loja e as vezes qdo o orçamento apertava ia fazer uns "bicos" como diarista. O tempo foi passando e meu pai foi ficando pior, então passei a ajudá-lo na loja. Qdo eu estava com 17 anos meu querido pai faleceu e a vida pareceu desmoronar!

Com a doença e a morte dele, nós ficamos com uma situação financeira muito difícil, gastamos mto com o tratamento e com o enterro. Ao invés de deixar uma herança, meu pobre pai q tanto se esforçou na vida, deixou um monte de dívidas e uma pequena pensão mensal q quase não ajudava no orçamento de 5 pessoas, contando com minha mãe. 
Eu tenho mais 3 irmãs e sou a mais velha, e como irmã mais velha me vi na obrigação de ajudar. E apesar de estar em ano de vestibular( meu sonho era passar para Publicidade e Propaganda em uma universidade publica), eu não tive outra saída a não ser procurar um trabalho. A essas alturas, já tínhamos vendido a loja, e minha mãe trabalhava como empregada doméstica. Como ainda era menor de idade, e a única experiência q tinha era com vendas, fui procurar emprego em lojas de roupas e cosméticos. Dali uma semana consegui emprego em uma loja de roupas e calçados, mas eles só pagavam comissão. Pra conseguir ganhar um salário mínimo, eu tinha que ficar horas trabalhando, e muitas vezes ñ conseguia levantar para ir a escola. Quase desisti, mas como faltavam poucos meses para concluir o ensino médio, eu persisti e consegui terminar. Naquele ano ñ pude prestar vestibular, ñ me sentia preparada nem academicamente e nem psicologicamente.

Depois que completei 18 anos, consegui um emprego de carteira assinada numa loja de um shopping da cidade vizinha. Me senti contente por ter meu primeiro emprego de carteira assinada. La tínhamos salario fixo, mas para ganhar comissão era preciso bater meta. O que era muito difícil já que nem sempre a loja ficava cheia. Eu só consegui bater a meta poucas vezes, e para isso tinha dias que ficava quase 12 horas trabalhando direto. Ou seja, mais uma vez não consegui me inscrever em nenhum vestibular, pois não tinha tempo de estudar. Qdo eu completei um ano nessa loja, tirei férias e comecei a procurar outro trabalho, mas todas as agências de emprego só me chamavam para trabalhar como vendedora, e eu queria pelo menos ganhar melhor ou trabalhar menos. Nessa época minha irma Carla, já estava com 16 anos, e conseguiu através do curso técnico q fazia, um estagio remunerado. Então, eu decidi q qdo voltasse das férias pediria demissão e procuraria emprego fora da área de lojas.

Foi então que minha mãe soube de um emprego como babá, em uma casa vizinha a que ela trabalhava! Nessas alturas eu já estava com 19 anos, e sentia o tempo passar como o vento. Sentia que já era hora de tentar algo diferente. Mas como? Não tinha estudos o suficiente, e não encontrava tempo e nem grana para me qualificar. O jeito era me submeter as chances daquele momento. Então aceitei o trabalho e me mudei para a casa dos meus novos patroes. Trabalhei la por 3 anos, e apesar de gostar muito deles e do trabalho, eu continuava sem poder estudar. Praticamente vivia para eles. Tinha que viajar e tudo(de uma certa forma isso era bom, conheci vários lugares do Brasil e até para o exterior cheguei ir). Mas mesmo ganhando bem, e podendo ajudar muito em casa financeiramente, não estava conseguindo progredir, me sentia cada vez mais longe do meu sonho e dos meus objetivos. Até que em meados de 2000/2001 minha mãe adoeceu, e teve que parar de trabalhar fora. Nessa época minha irmã Carla já tinha se casado, ela se casou super cedo. Com 18 anos, e saiu de casa. Ficaram minha irma Julia e Carina, que ainda eram menores de idade. Julia já trabalhava, mas ganhava pouco. E ainda estudava, assim como a Carina. Elas não podiam ficar o tempo todo em casa com a minha mãe. E eu não podia ficar ausente de minha casa tanto tempo. Daí larguei o emprego de baba, e comecei a trabalhar como diarista. Assim conseguia ganhar um salario razoável e ter tempo para ficar com minha mãe.

Aos 23 anos surgiu uma vaga fixa em um dos lugares que eu trabalhava como diarista, era uma agência de publicidade. A vaga era para recepcionista, e embora eu não tivesse todas as qualificações que estavam exigindo, motivada pelo meu namorado e minha família, eu comentei com a gerente do RH que gostaria de participar do processo seletivo. Eu já trabalhava la a um pouco mais de 6 meses, eles já me conheciam e sabiam da minha vontade de progredir. Foi aí que tive minha grande chance!

Participei do processo e consegui a vaga. Minha alegria foi tamanha. O horário era flexível e o salario supria as necessidades do momento. Pois minhas irmas mais novas estavam trabalhando e minha mãe melhor de saúde começou a fazer doces para fora. Naquele semestre, comecei a fazer cursinho, e no final do ano, prestei vestibular para 4 universidades diferentes. Em 3 prestei para Publicidade e Propaganda e na outra para Marketing. Sendo duas faculdades publicas.  Cheguei a passar para segunda fase nas duas, mas consegui mesmo entrar para marketing. Minha alegria foi tremenda pois apesar de não ser exatamente o curso que queria, já era um começo. Eu estava na faculdade!!

Para resumir, dali em diante fui galgando meu espaço na empresa. E antes de me formar já trabalhava no departamento de marketing como supervisora. Depois de um ano de formada, com o crescimento da empresa fui mais uma vez promovida para coordenadora do setor. E hoje aos 30 anos, sou casada ha dois anos e continuo trabalhando na mesma empresa, buscando uma chance de ser promovida mais uma vez, pois abriu uma oportunidade na gerência do dp. de marketing. E assumindo essa vaga, com certeza poderei ficar segura e assegurar o conforto da minha mãe e da minha futura família que pretendo iniciar em breve.

Tenho muito a agradecer a essa empresa que foi a primeira a acreditar na minha capacidade desde qdo era apenas uma faxineira diarista. E muito a agradecer a minha família e ao meu marido que sempre me deram suporte e motivação pra não desistir dos meus sonhos.

É isso! Agradeço mais uma vez pelo espaço, e espero que minha historia possa inspirar vocês a jamais desistirem de seus sonhos e planos. A vida pode ser dura, mas tudo que a gente almeja e corre atras se torna realidade, basta querer e lutar!

Grande beijo!!!

Joana.

Comentários
6 Comentários

6 comentários:

Joana disse...

Até q enfim saiu!! Hehehehe... Fico até emocionada de vê-la aqui! Obrigada!

Mariana Luedi disse...

Ah eu q agradeço pela contribuição! Linda historia e mto inspiradora!

Anônimo disse...

Nossa q historia. Parece até um filme. Parabéns Joana, pela sua coragem. Imagino q tenha sido mto difícil assimir uma responsabilidades dessas sendo tão jovem. Fico feliz pela sua prosperidade, nos mostra q.realmente se corrermos atrás dos nossos sonhos, conseguiremos realizar! Bjs!
Linda

Camila disse...

Que historia linda e inspiradora. Gostei mto. Parabéns Joana, e boa sorte com a promoção. Volte para nos contar se conseguiu! Bjs.

Anônimo disse...

Joana, parabens pelas conquistas! Sua vida toda é uma conquista , menina! Sinta-se orgulhosa de si! Beijos!

Adriana

Joana disse...

Obrigada meninas. Fico contente de saber que foi util pra vcs. E espero poder voltar em breve com boas noticias! Um grande beijo!

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