Legalização do Aborto no Brasil - Parte 1

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Olá pessoas, nessa postagem quero abrir uma discussão com vocês, qual espero seja saudável e sem acusações, julgamentos ou ofensas. Falar sobre o tema ABORTO, não é fácil, principalmente num país machista e fundamentado nas religiões. Porém, eu acredito que existem temas que devem ser discutidos até que sejam realmente esclarecidos na mente das pessoas.

Antes de qualquer coisa, quero propor aqui uma discussão sobre a legalização do aborto e não se você é a favor ou contra o mesmo. Quero propor questões que muitas vezes ficam de fora quando se começa a discutir esse assunto. 

Proponho também que você abra sua mente, antes de começar a ler essa postagem. Até porque se você for contra o aborto eu já sei que provavelmente independente do que eu escreva, você nem vá fazer um esforço para refletir sobre. Então sem represálias! =)

Desde quanto comecei o blog tenho vontade de escrever sobre esse tema. Foi bom que demorei para falar sobre ele, pois tive tempo para refletir melhor, organizar as ideias. Realmente decidir como abordá-lo, e após pesquisas e debates em grupos cheguei a um pensamento mais elaborado.

No Brasil há 2 tipos de situações em que o aborto é permitido: Aborto Terapêutico e o Aborto sentimental. Vide fonte. Eu não sou a favor do aborto, nunca fiz um, e não pretendo fazer. Faria em caso de violência sexual, ou em caso de risco de morte, que são justamente os tipos legais dentro do Brasil.  Entretanto, sou a favor que a Legalização do Aborto seja firmada no nosso país, pois no atual momento em torno de 1 milhão de mulheres recorrem ao aborto clandestino, e há um grande número de mortes decorrentes dessa prática, sendo o aborto ilegal a 5° causa de morte das mulheres no Brasil.

O fato é, as mulheres pobres é que são vítimas das clínicas clandestinas e dos procedimentos arriscados, não sejamos hipócritas, mulheres de classe média alta e/ou ricas também abortam, acontece que para essas, é fácil conseguir um médico que faça o procedimento de forma segura e discreta, enquanto que as mulheres de baixa renda não tem chance!

Outro fator que devemos olhar é o número de mães solteiras e mães adolescentes, que ao passar do tempo vem crescendo ao invés de diminuir. Algumas dessas mães são obrigadas a manter 4, 5 ou mais filhos sozinhas, afinal é muito fácil para o homem não querer ser pai, ele não tem seu corpo alterado, a barriga não cresce, basta mudar de cidade, estado ou país, que ninguém saberá que ele deixou um filho para trás. Eu chamo esse fator de MACHISMO. Somos sempre nós mulheres as julgadas, é como se pudéssemos procriar sozinhas, como se o espermatozoide não fosse necessário!

Observo também o grande número de crianças abandonadas, sendo hoje em torno de 8 milhões, dentre esse número 2 milhões vivem nas ruas, passíveis de fome, exploração, vício em drogas, entre outros problemas sociais. Provavelmente a maioria delas são frutos de uma gravidez indesejada. Ou de pais totalmente despreparados financeiro e psicologicamente, desprovidos de informação ou de conscientização. Mas ah! Melhor ter milhares de crianças em abrigos e nas ruas, do que permitir o aborto legal a esses "pais", para depois pedir que o Estado haja com eficiência quando esses menores se tornarem criminosos.

Temos que perceber que essa questão da legalização do aborto, é de extrema importância para saúde da mulher, sobretudo  é um direito sobre o nosso corpo, do que queremos e escolhemos ser o melhor para nós mesmas. Tem a ver com saúde, segurança e política pública, e deve ser resolvido para evitar mais perdas e mais marginalização por parte da sociedade, qual continua discutindo o tema fundamentada em pregações religiosas, e considera natural obrigar uma mulher a gerar um ser que ela não quer.

Enfim, eu vou ficando por aqui, mas em breve retorno com a segunda parte dessa postagem, afinal é um tema que não dá para dissertar em um texto apenas. Espero que meu ponto de vista possa ser entendido, e que de maneira alguma você entenda que meu apoio a legalização, seja uma apologia ao aborto. A luta aqui é pelo direito da mulher decidir sobre o seu próprio corpo e ao decidir pelo aborto tenha assegurada uma intervenção sem riscos. Por favor não se confunda!

Espero por você na próxima postagem e pelo seu comentário aqui embaixo. =)

Fontes: Artigo 1Artigo 2.

Nesse vídeo você poderá ver alguns dados sobre o número de mães solteiras no Brasil.

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